quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Esta burra torta trota


Esta burra torta trota
Trota, trota, a burra torta.
Trinca a murta, a murta brota
Brota a murta ao pé da porta.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Dia de Reis



Os Reis Magos fazem parte das Tradições de Natal em quase todos os Países da Europa e são figuras que animam os presépios.
Os Reis vieram do Oriente para conhecer o Menino Jesus.
O nome dos três Reis são: Gaspar, Baltazar e Belchior.
Contam as lendas que eles eram muito ricos e sábios. Eles sabiam que um dia havia de nascer um Menino que seria o Salvador do Mundo e que nesse dia apareceria no céu uma estrela muito brilhante. Quando esse sinal apareceu eles puseram-se a caminho e foram até Belém. Aí ofereceram ouro, incenso e mirra ao Menino Jesus.


Ouro (oferecido por Belchior): este representa a Sua nobreza, significa riqueza e é o metal mais valioso.
Incenso (oferecido por Gaspar): representa a divindade de Jesus, é um perfume que se queima em honra de Deus.
Mirra (oferecido por Baltasar): a mirra é uma erva amarga e simbolizava o sofrimento que Cristo enfrentaria na Terra, enquanto salvador da Humanidade, também simbolizava Jesus enquanto homem.

Assim, os Reis Magos homenagearam Jesus como Rei (ouro), como Deus (incenso) e como Homem (mirra).
Nós festejamos o dia de Reis no dia 6 de Janeiro. Nesse dia é importante oferecermos nós também uma simples prenda a quem amamos. Não é preciso darmos coisas caras ou complicadas.Uma flor do campo, um desenho, um beijo, um sorriso... talvez sejam as prendas que os nossos pais, ou os nossos avós, ou os nossos amigos mais apreciem. Há pequeninos gestos de ternura que dizem mais do que todas as palavras do mundo.
Uma tradição dos Reis é o Bolo Rei.

Dia de Reis em Portugal


Em Portugal a quem sair a fava do Bolo Rei deve pagar o bolo no ano seguinte.
Grupos de pessoas juntam-se e vão pelas portas Cantar os Reis que são canções tradicionais da vida de Jesus e saudações à família e donos da casa.
O canto é acompanhado por instrumentos populares como: o reco – reco, os ferrinhos, o bombo, o acordeão e a viola.
Depois de cantarem, os donos da casa, convidam os reizeiros para entrar e oferecem-lhes comida e bebida .
O Cantar de Reis começa no dia 5 de Janeiro e vai até ao dia 20.
Há ainda outra tradição, as Janeiras, em que se cantam canções em grupos no dia 31 de Dezembro e 1 de Janeiro.
Em certas regiões as pessoas oferecem azeite novo para alimentar as candeias da igreja ou capela da sua terra, em homenagem às almas dos familiares que já morreram.

O Extraterrestre, o Feiticeiro e o Monstro

Uma vez, há muito, muito tempo, aconteceu algo de invulgar. Um extraterrestre, daqueles vulgares que estamos habituados a imaginar, visitou a Terra. Mas fê-lo com um propósito. Veio em busca da sua pomba que fugiu, enquanto o extraterrestre puxava lustro à sua nave.
Chegou vestido de soldado, para não levantar suspeitas. Como era muito sociável, rapidamente encontrou um pequeno feiticeiro, mais ou menos da sua idade. E então fez-se silêncio, o qual se quebrou quando o extraterrestre pensou e disse:
-Olha lá! Tu queres mesmo ajudar-me a encontrar a minha pomba branca?
-Claro que quero! Já te disse que sim!
E assim, vendo o extraterrestre que o feiticeiro estava tão contente e parecia que a ideia era do seu agrado, foram! Não se sabe bem para onde, mas suspeita-se que foram para uma terra grande e encantada e que era habitada por gente boa. Ora, por essa gente ser tão boa disse aos dois viajantes que a pomba estava num moinho e que esse moinho era de um monstro gigante e verde. Correram para lá sem pensar no que fazer. Nessa altura, já o feiticeiro desconfiava que o seu amigo era um extraterrestre e não dizia nada.
Quando chegaram ao moinho, o feiticeiro disse:
- E se batêssemos à porta para fazer um ataque surpresa?!
-Que boa ideia! E que fazemos para essa armadilha?
-Deixa tudo comigo!
daí a um pouco entraram e o extraterrestre assustou-se. O seu amigo feiticeiro transformou-se numa velha e disse:
-Ah! Ah! Ah! Como pudeste ser tão bronco! Pensavas mesmo que eu te ia ajudar, Ah! Ah! Eu quero é matar-te porque faço colecção de extraterrestres!
Mas qual não é o espanto do feiticeiro quando vê o monstro erguer-se por trás dele e contradizê-lo com as seguintes palavras:
-Isso é o que tu pensas! -e deu-lhe uma grande dentada.
Enquanto o monstro e a velha lutavam, o extraterrestre lembrou-se que a sua mãe lhe dissera que a água derrotava os maus. E então pegou num balde de água e deitou-a por cima dos dois. A velha transformou-se em pedra, mas o monstro não.
-Afinal tu não és mau! – diz o extraterrestre.
-E quem é que disse que eu era? De certeza que foram as pessoas do povo. Eles não gostam de mim. Se quizeres até te devolvo a pomba. É tua, não é? Só fiquei com ela porque pensava que não era de ninguém. Toma!
-Obrigado. Importas-te que fique aqui a viver contigo?
-Não, até gostava! Não tenho amigos…
O extraterrestre ficou no moinho com o monstro, e convenceu as pessoas de que ele era bom. Começaram a vender pão para o povo e viveram felizes para sempre.
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